terça-feira, 30 de agosto de 2016

IMPEACHMENT NACIONAL E A CARTA A CARDOSO

Arujá, 29 de agosto de 2016



Olá

Dr. José Eduardo Cardoso



Prezado Dr. Cardoso:

Como tem passado V. S a.?



Peço sua prestimosa atenção para o que segue abaixo descrito:

Venho por meio de este comentário, notificar a sua pessoa e da presidente Dilma, minha posição definitiva sobre o caso do impeachment que a envolve e a pessoa de seu procurador. Se me permite, é óbvio.

Venho participando de debates, palestras, de reuniões formais e informais, mas sempre em torno do tema acima citado. Eu consegui apenas hoje me posicionar sobre o assunto hora em pauta.

Eu assisti parte da defesa da senhora presidente, e confesso que deduzi, ela sepultou qualquer esperança de inverter o quadro das expectativas.

Veja: Ela deveria pensar no povo que a elegeu e no seu governo, mas o que deixou claro foi que ela pensava nela e em seu mandato apenas. No momento em que seus algozes vociferavam, caberia a ela apenas argumentar com total resignação e não com o fez, apenas retrucando com fervor de fera. Eles são seus juízes e ela não se comportava como estando diante destes. Não poderia argumentar apontando direto em seus caracteres, a queima roupa. Não adiantava nada, pois apenas se igualava a eles todos. Posso garantir que não é o que espera de um governante.

A princípio, eu sempre notei sua exigência em se diferenciar usando o termo presidenta, acaba por denotar, lá no fundo sua personalidade. Também, não é o que povo poderia esperar dela.

Eu lamentei que até o momento estivesse junto da imprensa e apoiando esse processo, se tivesse mais atenção talvez pudesse ajudar a inverter tudo isso.

Olha agora como figurei esse processo, a dois mil e dezesseis anos atrás, Jesus Cristo foi o Cristo lógico, observe ela não o foi, se recebesse o tapão na face direita deveria oferecer à esquerda, não te parece lógico? Afinal Jesus também teve um julgamento meio desgraçado. Justiça? Nem pensar.

Esperando a hora da crucificação, repetindo o termo: com resignação, ela teria os três dias para esperar: o derradeiro e até a quarta, o terceiro que foi o da ressuscitação.

Dr. Eduardo, os algozes de Jesus não quebraram suas pernas, diferentemente do que fizeram os de Dilma. Ele não vociferou, mas apenas orou dizendo: “Pai perdoe-os, eles não sabem o que fazem”.

Os romanos costumavam deixar o condenado até que morresse, mas com as pernas inteiras poderiam viver por mais cinco ou seis dias, o que aumentava seu sofrimento. Depois o deixavam na cruz até que os urubus comecem tudo, sobrava apenas o esqueleto. Cristo foi retirado no terceiro dia, da cruz. Dá para entender? Ressuscitação? 

Ela retomaria o cargo na quarta!

Será que estou certo?

Grato por seu interesse, passo então, a partir de agora a aguardar noticias suas.

Aproveito para desejar-lhe felicidades e manifestar protestos de elevada consideração e estima, atenciosamente,

Líbano Montesanti Calil Atallah










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